A vida em casal não é fácil. Nem sempre os momentos bons superam as dificuldades. Outras vezes, o que está estável acaba como um sopro, e aí os problemas aparecem com grande ênfase. E olha que aqui só estou falando do dia a dia comum de um casal. Se você é casado (a), certamente compreendeu o que eu quis explicar, não é mesmo?! Mas também sabe que há sim uma chave para o crescimento a dois, o que achava impactando na carreira e bem-estar. Quando casei, em 2006, eu e minha esposa não tínhamos quase nada. Nos dois primeiros anos de casados, apenas juntamos dinheiro para mobiliar o nosso lar, que até então tinha uma mesa e poucos objetos pessoais. Foi um tempo muito difícil para um casal em começo de relacionamento, mas que sabíamos da importância de estarmos unidos nesse processo. Minha esposa já tinha concluído seu curso superior, só que eu ainda não. Em 2008, quando comecei a graduação, ela teve que suportar, além das dificuldades diárias que já estávamos acostumados, também com a minha ausência durante as horas em que eu estava me capacitando. Logo depois veio a nossa filha. Mesmo sendo a coisa mais importante de nossas vidas, não foi fácil. Eu ainda estava em processo de capacitação, buscando crescimento em meio ao turbilhão que é a transformação de uma casa com a chegada de uma criança. Não foi fácil, confesso. Os perrengues, às vezes, eram desesperadores. Enfrentamos muitas dificuldades, buscando sempre melhorar, chegar mais longe. E como conseguimos superar todas as partes ruins? Conversando, ficando juntos e com muita compreensão! Trabalhar em família é isso. A gente não pode levar apenas problemas para casa, temos também que levar alento, proteção, companheirismo. É isso que faz um casamento superar as barreiras. Para a nossa família, a conversa foi o ponto chave. Como trabalhava em casa, sempre gostei de mostrar à minha esposa os números, métricas, fazendo com que ela entendesse que eu não estava brincando, que todos os percalços eram em prol do nosso futuro. Eu estava lutando para garantir uma vida melhor a ela e a nossa filha. Quantos problemas você leva para casa sem conversar? Quantas vezes já percebeu que está com dificuldade de enfrentá-los porque não se abre para quem está ao seu lado? O que você tem feito para encontrar a chave para o crescimento no ambiente familiar?
Como a atualização da NR 18 traz mais segurança às operações
Com um mercado superaquecido em 2022, o setor de obras e infraestrutura deve expandir suas atividades por todo o Brasil. No entanto, o ano não traz apenas novas possibilidades de mercado, mas também regulamentação reestruturada e que promete melhorar a qualidade dos serviços prestados trazendo mais segurança. Após algumas postergações, a NR 18 foi finalmente revisada e atualizada. A normativa atualizada promete, de acordo com o Ministério do Trabalho e da Previdência, reduzir os custos das empresas em quase R$5 bilhões de reais no período de 10 anos. Há, deste modo, uma melhoria na gestão das atividades de construção que passa por uma desburocratização dos processos e melhoria na segurança das atividades dos colaboradores. O novo texto aprovado em fevereiro de 2020 previa um prazo de até 24 meses para as empresas se adaptarem ao que diz a normativa, ou seja, a partir do dia 03 de janeiro de 2022 não havia mais desculpas para descumprir a Norma, que tem força de lei. A nova versão traz alterações, revogações e itens acrescentados. Segurança surge quando há capacitação Há algum tempo me preocupo com a falta de regulamentação quanto às questões de segurança nos campos de trabalho, especialmente na área de içamento de cargas. E em um campo sem leis, o Brasil acabava sofrendo duras consequências, que incluíam tragédias que poderiam ter sido evitadas. Muitas empresas, como exemplo a Petrobras, buscando reduzir danos, tentavam minimizar os riscos agindo decisivamente nos processos produtivos. Fizeram e fazem isso durante muitos anos criando grupos de trabalho com especialistas, que desenvolveram normas internas para segurança nas operações. É o caso da norma N-1965, que é reconhecida pelo mercado industrial por ser uma fonte de referência para içamento de cargas. O planejamento, apesar de seguir normas da ABNT e da N-1965, nem sempre era adotado nos campos de trabalho, muito porque colaboradores desconheciam os termos e não eram capacitados para agir em conformidade com o proposto. Também é por meio da capacitação que os profissionais conseguem aprender sobre sinais, serviços operacionais, certificação e recertificação, sendo eficientes nos procedimentos e instruções de trabalhos relacionados. Para que isso seja possível, o melhor caminho é investir na certificação em centros de treinamentos reconhecidos, que possuam em seus quadros profissionais especializados e referências no assunto. E essa dica vale tanto para empresas quanto para quem está querendo entrar neste mercado. Para a primeira é um ótimo ponto de partida para a contratação de mão de obra especializada e que sabe efetivamente compreender os serviços que devem ser realizados. Além disso, a empresa também pode exigir na contratação da vaga profissionais bem capacitados, garantindo a lisura do processo. Já para colaboradores, investir na capacitação favorece a contratação por empresas que se preocupam com sua segurança e qualidade dos serviços prestados, bem como aumenta a chance de contratação em decorrência da formação. Regulamentar, capacitar e transformar a forma de trabalho O nicho de segurança do trabalho está em alta, especialmente porque a transformação digital modificou a maneira com que as empresas enxergam seus processos. O investimento se converte, automaticamente, em menos perdas e mais lucros, melhor percepção dos riscos e uma mudança na forma de trabalho e saúde da equipe. A pandemia aumentou a necessidade de conhecimento dos processos de segurança, principalmente no plano de içamento de cargas. Empresas que não se adequarem estarão, inclusive, em desacordo com a legislação, já que a NR 18, citada anteriormente, é uma das normativas que incorporam a capacitação, qualificação, horas de treinamento, etc., no cotidiano das empresas. Destaco como ponto de atenção no capítulo de equipamentos de guindar, dentre inúmeros itens que foram acrescentados a nova NR-18, que o plano de içamento deve ser elaborado por profissional legalmente habilitado e deve estar contemplado no PGR. Saiba mais sobre o PGR acessando ao vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=vJhLjgh_BvI Mesmo que a passos lentos, algumas empresas brasileiras estão mudando a percepção quanto à segurança de seus colaboradores em espaços de trabalho, e quando falamos de içamento de cargas e guindastes a preocupação é ainda mais aparente. No último ano passei a receber diversas solicitações de organizações que se alertaram para esta situação para ministrar cursos e palestras de capacitação aos seus colaboradores. Nesta área não há segundas chances e a mudança cultural é uma necessidade para a melhoria do comportamento seguro.
Excelência em Inspeção de Acessórios de Içamento: 10 Práticas que Salvam Vidas
O máximo empenho na mitigação de riscos em operações de içamento de cargas deve ser a nossa premissa fundamental e a prática contínua de todo profissional envolvido no processo, com especial ênfase aos especialistas em Saúde e Segurança do Trabalho (SST). O içamento de cargas demanda um elevado grau de responsabilidade, não apenas sob a ótica financeira, mas, primordialmente, na preservação de vidas humanas. Essa complexidade exige uma preparação rigorosa e a nossa qualificação técnica contínua. Lamentavelmente, observo que a movimentação de cargas ainda não figura como um tema amplamente debatido nos cursos técnicos e superiores de SST, sendo raro encontrá-la como uma disciplina ministrada com a devida profundidade. Contudo, a escassez de conteúdo acadêmico não nos exime da responsabilidade de buscar capacitação especializada. Convido você a considerar o seguinte cenário: um profissional de SST é designado para integrar um fórum de segurança, conduzir uma investigação de acidente ou participar ativamente de uma operação de içamento. Ele possui o embasamento técnico necessário para contribuir de forma assertiva? Quais requisitos normativos devem ser observados? Quais aspectos técnicos são imprescindíveis para uma atuação eficaz? Independentemente da nossa formação seja em nível técnico (Técnico de Segurança) ou superior (Tecnólogo e Engenheiro de Segurança) , a busca por conhecimento que agregue valor estratégico é indispensável. Faço essa afirmação baseando-me não apenas na minha vivência prática de anos no mercado, observando situações de risco sendo mitigadas ou negligenciadas, mas também em um imperativo legal. Conforme estabelecido pelas Normas Regulamentadoras (NRs) nº 11, 12, 18, 29, 34 e 37, a presença de profissionais devidamente capacitados nesse escopo é um requisito obrigatório para as organizações. Quanto maior o grau de risco inerente às atividades de uma empresa, mais robusta deve ser a sua cultura de segurança e, consequentemente, maior a exigência por profissionais altamente qualificados. A deficiência técnica pode resultar em prejuízos incalculáveis. Com o intuito de mitigar essas lacunas e fundamentado em discussões com especialistas do setor, compartilho a seguir 10 diretrizes essenciais sobre erros recorrentes na inspeção de acessórios de içamento. Meu objetivo é aprimorar a nossa percepção técnica no cotidiano operacional, promovendo a excelência em segurança e a minimização de riscos. PRÁTICA 1 Verifique rigorosamente a identificação do fabricante. É alarmante a frequência com que encontro manilhas sendo utilizadas sem a gravação do nome do fabricante em seu corpo. Em caso de sinistro, a ausência dessa informação inviabiliza a rastreabilidade do equipamento, configurando uma grave violação das normas técnicas e comprometendo a integridade da operação. PRÁTICA 2 Exija a comprovação do grau do aço e a rastreabilidade. Além da identificação do fabricante, noto que muitos acessórios não apresentam a marcação do grau do aço e o código de rastreabilidade. Tais informações são mandatórias e devem constar de forma indelével tanto no corpo do equipamento quanto em seu respectivo certificado de qualidade. PRÁTICA 3 Inspecione a legibilidade das plaquetas de identificação em talhas. Uma não conformidade recorrente que observo na inspeção de talhas é a ausência ou a ilegibilidade da plaqueta de identificação. Todos os parâmetros técnicos do equipamento devem estar perfeitamente visíveis e acessíveis para assegurar sua correta aplicação e os limites operacionais de segurança. PRÁTICA 4 Mantenha-se rigorosamente atualizado quanto ao arcabouço normativo. Conduzir inspeções sem o domínio da norma técnica aplicável ou basear-se em versões obsoletas constitui uma falha crítica. A título de exemplo, a NBR 13545 (Manilhas) passou por revisões recentes. Nós, profissionais de SST, temos o dever de acompanhar as atualizações normativas para garantir a conformidade legal e técnica. PRÁTICA 5 Vede terminantemente a intercambialidade de componentes de fabricantes distintos. É comum, de forma equivocada, a utilização do corpo de uma manilha de um fabricante associado ao pino de outro. Trata-se de uma infração gravíssima. Os componentes são projetados, forjados e testados para atuar em conjunto; a sua mistura compromete a integridade estrutural e a capacidade de carga nominal do acessório. PRÁTICA 6 Assegure que as inspeções sejam conduzidas exclusivamente por profissionais qualificados. A inspeção periódica e abrangente dos acessórios de içamento não pode ser delegada a colaboradores sem a devida proficiência. A NR-11 e a NBR 15637 determinam que o profissional seja formalmente qualificado, tendo sido treinado por uma instituição de ensino reconhecida ou pelo próprio fabricante do equipamento. PRÁTICA 7 Empregue instrumentos de medição calibrados e específicos. Na inspeção de lingas de corrente, por exemplo, a utilização de paquímetros calibrados pode ser uma opção eficaz; no entanto, o uso de gabaritos específicos pode proporcionar maior assertividade e produtividade (devido à velocidade de execução) no processo de inspeção. PRÁTICA 8 Exija e valide os certificados de qualidade. A utilização de acessórios desprovidos de certificado do fabricante é uma negligência severa. Além de exigir a documentação, o inspetor deve realizar o cruzamento de dados, verificando se as informações contidas no certificado são estritamente coerentes com as marcações físicas do acessório inspecionado e se atendem aos requisitos normativos. PRÁTICA 9 Institua um rigoroso protocolo de inspeção de recebimento. A execução exclusiva das inspeções de pré-uso e periódicas é insuficiente. A inspeção de recebimento é uma etapa crítica para atestar que o acessório recém-adquirido foi entregue com todas as certificações, marcações e especificações técnicas exigidas, antes de sua liberação para a área operacional. PRÁTICA 10 Implemente um sistema de tagueamento sistemático e eficiente. Para otimizar o controle das inspeções periódicas, recomendo a adoção de sistemas de identificação visual (como códigos de cores por semestre ou trimestre). Adicionalmente, é fundamental consultar o fabricante sobre os métodos adequados para a marcação de equipamentos forjados, assegurando que o processo não induza tensões ou comprometa a estrutura do material. Com o aprofundamento técnico e a imersão nesta disciplina, nós, profissionais de SST, adquirimos a capacidade de atuar de forma proativa em fóruns de segurança, contribuindo efetivamente na identificação de perigos e na avaliação de riscos. Essa proficiência nos permite a implementação de medidas de controle robustas, o auxílio direto na elaboração de análises de risco e a participação em operações de campo com elevada autoridade técnica. Em suma, o conhecimento especializado potencializa o maior pilar da nossa área: a prevenção de acidentes. Este conteúdo agregou
Categorização de Içamentos: Uma Metodologia para Mitigação de Riscos em Operações com Guindastes
O máximo empenho na mitigação de riscos em operações de içamento de cargas deve ser a premissa fundamental e a prática contínua de todo profissional envolvido no processo, com especial ênfase aos especialistas em Saúde e Segurança do Trabalho (SST). O içamento de cargas no Brasil ainda enfrenta desafios significativos devido à falta de padronização e regulamentação específica. Observa-se frequentemente que os profissionais que atuam na área possuem entendimentos discrepantes, o que gera uma heterogeneidade perigosa em um setor de altíssimo risco. A ausência de capacitação adequada, aliada à falta de requisitos técnicos e de gestão, tem resultado em perdas catastróficas nos canteiros de obras por todo o país. Embora existam normas como a NBR 10852/1989 e as NRs 11, 12, 18 e 34, o avanço legislativo ainda é tímido frente à evolução tecnológica das máquinas. Diante desse cenário, surge a reflexão sobre como é possível uniformizar conceitos e eliminar o “achismo” nas operações de guindar. A resposta reside na implementação de uma metodologia estruturada de categorização dos içamentos. O içamento de cargas é um processo complexo que envolve incertezas. Na ausência de um método de trabalho padronizado, a probabilidade de incidentes aumenta exponencialmente. Os profissionais de SST têm o papel de liderar a implementação de procedimentos operacionais claros e embasados tecnicamente. As responsabilidades do operador de guindaste, do profissional de planejamento (Rigger) e do sinaleiro amarrador devem ser pautadas em critérios objetivos, e a categorização serve exatamente para guiar esses profissionais na elaboração e execução dos planos de movimentação de carga. Para estruturar esse processo, a metodologia propõe a divisão das operações em três categorias fundamentais: Simples, Difícil e Complexo. Um içamento é categorizado como Simples quando todas as suas etapas e particularidades estão perfeitamente definidas e são totalmente conhecidas pela equipe. Além disso, é crucial que não haja a incidência de forças dinâmicas atuantes sobre a carga ou o guindaste durante a operação. A categoria Difícil aplica-se àquelas operações onde, embora as etapas e particularidades sejam bem definidas e conhecidas, existe a incidência de forças dinâmicas atuantes na carga e no equipamento. Essa variável exige um nível de atenção e controle superior por parte da equipe envolvida. Por fim, considera-se um içamento Complexo quando as etapas e particularidades da operação não estão totalmente definidas ou conhecidas. Esses casos apresentam um nível de dificuldade significativamente maior para o entendimento e a tomada de decisão, exigindo obrigatoriamente a atuação de um Rigger planejador altamente qualificado. Para citar um exemplo prático: se uma operação envolve uma carga com peso apenas estimado (não aferido com precisão), o içamento é automaticamente classificado como Complexo, pois o desconhecimento do peso real é uma das principais causas de tombamento de guindastes por sobrecarga. Para facilitar a aplicação dessa metodologia no dia a dia, a adoção de um fluxograma ou quadro de categorização apresenta-se como uma prática altamente recomendada. Essa ferramenta visual permite que o profissional treinado inicie a avaliação a partir de critérios pré-estabelecidos, identificando rapidamente a categoria do içamento. Uma vez identificada a categoria, é imperativo que a organização possua “Notas de Orientação” um conjunto de medidas de controle específicas e obrigatórias que o Rigger deve seguir rigorosamente durante o planejamento da demanda. O processo de inventariar as atividades de içamento e identificar seus respectivos perigos e riscos não deve ser um trabalho solitário. A formação de uma equipe multidisciplinar é essencial para garantir que todas as variáveis (engenharia, gestão e comportamento) sejam contempladas na matriz de riscos. Contudo, nenhuma ferramenta será eficaz sem a devida qualificação. Uma das principais regras de ouro das organizações proíbe que colaboradores executem atividades para as quais não são treinados. A categorização só será efetiva se todos os envolvidos, desde o solicitante até o operador, compreenderem a metodologia e suas responsabilidades dentro do processo. Com o aprofundamento técnico e a imersão nesta disciplina, os profissionais de SST adquirem a capacidade de atuar de forma proativa na gestão de movimentação de cargas. A categorização não é apenas um formulário, mas uma mudança de cultura que diminui a probabilidade de ações inseguras. Em suma, o conhecimento especializado e a padronização potencializam o maior pilar da área: a prevenção de acidentes e a preservação da vida. Este conteúdo agregou valor à sua prática profissional? Compartilhe suas percepções nos comentários abaixo e fomente essa discussão técnica com seus pares.
15 dicas para profissionais de SST
O máximo que pudermos fazer para mitigar os riscos em operações de içamento de cargas, vamos fazer. Este deveria ser o pensamento e prática de todo profissional envolvido no processo, principalmente os profissionais de SST (Saúde e Segurança do Trabalho). O içamento de cargas em si exige muita responsabilidade, não apenas financeiras, mas humanas também, o que faz com que seja necessária uma maior preparação e qualificação daqueles que atuam neste segmento. Infelizmente, não é um tema comum de ser debatido nos cursos técnicos e superiores de SST, e raro de ser encontrado como uma disciplina ministrada com detalhamento (quando há, é de uma forma bem superficial). O fato do conteúdo não estar frequentemente disponível, não significa que os profissionais não precisam correr atrás em busca de capacitação. Imagine a seguinte situação: um profissional de SST foi designado para participar de um fórum de segurança, de uma investigação de acidente ou até mesmo para participar de uma operação de içamento. Será que ele está preparado tecnicamente para contribuir? O que precisa ser observado em termos de requisitos técnicos? Quais aspectos devem ser levados em consideração para participar ativamente? Seja o profissional de nível técnico (Técnico de segurança) ou nível superior (Tecnólogo e Engenheiro de segurança), o importante é buscar conhecimento que agregue valor. E digo isso não apenas por estar neste mercado há anos e ver diariamente as situações de risco acontecerem ou sendo evitadas, mas porque de acordo com a Normas Regulamentadoras nº 11, 12, 18, 29, 34, 37 ter profissionais capacitados neste assunto é um requisito legal que as empresas precisam cumprir. Quanto maior o nível de risco das empresas, maior deve ser a cultura de segurança e, consequentemente, mais profissionais capacitados precisam estar presentes na organização. A falta de conhecimento pode gerar inúmeros prejuízos. Pensando nisso, compartilho aqui 15 dicas que vão ajudar os profissionais de SST a melhorarem a percepção no dia a dia das operações para gerarem mais segurança e menos riscos possíveis. DICA 1 Compreender e interpretar o plano de içamento. É preciso entender quando se faz necessário ter um plano de içamento baseado em normas regulamentadoras e normas brasileiras da ABNT. O profissional de SST deve saber verificar se o plano está em conformidade ou não. Por exemplo, a NR 18 (Indústria da Construção Civil) diz que deve haver um plano de carga para movimentações por meio de equipamentos de guindar r como por exemplo para uma obra de montagem de pré moldado – vigas, pilares, colunas, içamento de obras de arte especial (pontes, viadutos). DICA 2 Se você é iniciante na área de movimentação de cargas e possui certa dificuldade no entendimento de um projeto de içamento, não fique com dúvidas, peça auxílio para quem elaborou o projeto. Sente ao lado do profissional, peça para ele lhe explicar, se possível também no campo de trabalho. Seja humilde, você às vezes não sabe de tudo. Seja curioso e tenha atitude para aprender. Questione! DICA 3 Conheça as regras de ouro da sua organização nos detalhes, tais como os procedimentos a serem adotados acerca de isolamento de área de içamento, sobre a regra de não colocar a mão na carga (para isso tem o bastão balizador), verificar a presença de pessoas sob cargas suspensas e retirá-las da linha de fogo. DICA 4 Compreenda o que é a categorização dos içamentos (simples, difícil, complexo), assim você pode propor efetivas medidas de controle a partir do conhecimento adquirido. DICA 5 Conheça a interação entre os acessórios de elevação, as práticas corretas de amarração, as perdas que os acessórios podem ter com os ângulos, conheça os tipos e periodicidades de inspeção. DICA 6 Não entre em uma cultura reativa, a qual se alimenta da falta de conhecimento das pessoas. É preciso ter mais conhecimento, para saber sobre a necessidade de considerar mais itens e situações nas operações, para então tomar decisões mais complexas. Isso exige profissionais mais competentes e neste momento vem a diferença de quem de fato agrega ao processo. Tenha obsessão por segurança, mas seja racional com a gestão de riscos, por isso é importante obter o conhecimento sobre as metodologias para você ter o gatilho correto. DICA 7 Conheça e entenda a hierarquia de controles dos riscos. Escrevi um conteúdo específico sobre isso para que você tenha uma visão maior e mais detalhada sobre a importância dela. DICA 8 Realize o Double check, atue como validador do plano de içamento. DICA 9 Entender os requisitos legais das normas vigentes, e cobrar por meio de um check list de permissão de trabalho o cumprimento de itens importantes tais como o plano de manutenção de um equipamento de guindar, a evidência de qualificação das pessoas envolvidas diretamente na operação de içamento. DICA 10 Se perceber uma situação de risco, intervenha, mas para isso acontecer de forma correta, que essa intervenção seja realizada com autoridade técnica e não somente porque achou e estimou que algo estava errado. DICA 11 Conhecer as boas práticas. Segurança vai além das normas regulamentadoras. Existem inúmeras boas práticas que não estão nas normas, mas são aprendizados do dia a dia que estão em livros técnicos, em alguma revista do setor, em conteúdo de profissionais que partilham suas vivências nas redes sociais…Aprender e ouvir os mais experientes em trocas de conhecimento, se faz mais que necessário nos dias de hoje. DICA 12 Fazer visitas técnicas ajudam muito no crescimento do profissional. Portanto, se oferecer de forma voluntária para participar de um processo de qualificação de fornecedores da sua empresa, vai lhe fazer ter uma visão mais macro. DICA 13 Participe dos grupos de trabalho para montagem da análise de risco de içamento de cargas. DICA 14 Participe dos grupos de trabalho para montagem da Permissão de Trabalho de içamento de cargas. DICA 15 Participe dos grupos de trabalho para montagem dos procedimentos e instruções operacionais de içamento de cargas. Com o conhecimento e imersão na disciplina, o profissional de SST terá como ganho poder participar de forma mais ativa dos fóruns de segurança, contribuir de
Como dei a volta por cima e comecei a empreender na engenharia
Você já deve ter ouvido muitas histórias de pessoas que venceram na vida por meio de seus próprios esforços. São muitos exemplos que nos mostram que com ações individuais é possível vencer, não é mesmo!? Eu sou a prova de que isso efetivamente acontece, porque foi isso que aconteceu na minha vida e comecei a empreender na engenharia. A importância do apoio familiar Sou o quinto filho de uma família muito humilde. Minha mãe não é alfabetizada e meu pai cursou apenas o Ensino Fundamental. Por não terem a oportunidade de estudo, dedicaram muito da vida deles para que seus cinco filhos tivessem a possibilidade de estudar e vencer na vida. Durante toda a minha infância, mesmo sem saber o conteúdo, minha mãe esteve presente no meu aprendizado. O apoio dela era fundamental para que eu me inspirasse e dedicasse meus dias aos estudos. Ela queria que eu fosse alguém melhor na vida, e para isso fazia o impossível para ajudar. Para o suporte, meu pai ajudava como podia, principalmente trabalhando muito para colocar o sustento dentro de casa. Sou o único dos cinco filhos com curso superior, e agradeço imensamente a toda a minha família por ter ajudado durante esse crescimento pessoal e profissional. Foco no objetivo para empreender na engenharia Diante da minha realidade, tive várias desculpas prontas para desistir e não seguir adiante. No entanto, elas sempre foram alicerces para dar um passo mais firme rumo ao meu objetivo. Até hoje tenho essa premissa quando preciso dar a volta por cima em qualquer obstáculo. A partir do momento em que percebemos que o resultado depende dos nossos esforços, compreendemos o propósito de toda a jornada. Não basta nos qualificarmos, é preciso traçar as metas e cumprir nossos objetivos. O perfil empreendedor sai na frente, mas só garante o sucesso quem acredita em si mesmo (a). E eu acredito em mim e como o conhecimento e experiência profissional que tenho pode auxiliar o presente e o futuro do mercado de engenharia, principalmente o de içamento de carga. É ter isso em mente e o olhar para o futuro que tenho cada vez mais compartilhado informações sobre o mercado nas minhas redes sociais, por meio dos meus cursos online, treinamentos, palestras e mentorias. r na engenharia, entendi que não se tratava apenas de criar estratégias para ver o meu negócio crescer, mas também oferecer capacitação aos profissionais da área que também querem evoluir e dar a volta por cima. Qual desculpa você está dando para se boicotar e não avançar? Fornecedores são responsáveis por treinamentos básicos e técnicos? As próximas dicas têm a ver com os fornecedores responsáveis pelos treinamentos básicos e técnicos. A primeira delas diz respeito ao status do fornecedor. Não é porque ele é um nome renomado que será a referência ideal para a organização. Há nichos diferentes nas áreas de engenharia e diferentes fornecedores têm especificidades para atender cada uma das exigências e normativas. Buscar os fornecedores certos é tão importante quanto o assunto que será ministrado no treinamento. Do mesmo modo, o barato pode sair caro. Fornecedores mais baratos podem ter soluções errôneas e estruturas ineficientes para os negócios. Assim, o valor pago pode resultar em prejuízos para a empresa. Fornecedores sempre querem vender, mas cabe à organização saber o que de fato está comprando. Ser caro também não significa ter resultados. Algumas empresas de formação não possuem verificação de eficácia do treinamento ministrado. Elas apenas oferecem uma infraestrutura ótima, conteúdo definido e que cumpre os requisitos e um treinamento avançado, mas não se comprometem com a eficácia do conteúdo ministrado. Sem avaliar se o conhecimento foi fixado pelos colaboradores, não há como saber se o resultado foi efetivamente absorvido e, portanto, se houve ganhos para a empresa, que paga caro pelo investimento, mas não obtém lucros. Por fim, ao escolher o fornecedor com muito cuidado, é positivo perguntar se os instrutores disponíveis serão capazes de atender às demandas de todo o contrato vigente. Por mais que o fornecedor tenha diretores capacitados, é necessário saber se toda a equipe terá o conhecimento mais elevado para conseguir transmitir a informação que a empresa precisará ao longo do tempo, e se, ao mesmo tempo, terá fôlego e pessoal especializado para uma gama gigante de treinamento em contrato de capacitação. Não é permitido que se caia a qualidade ao longo do tempo. Mesmo com tantas dicas, ainda há quem erre na escolha dos treinamentos básicos para as empresas, e o prejuízo, além de financeiro, também pode ser de pessoal. Quanto mais capacitações, melhor o colaborador se sente na organização, porque desempenha funções com habilidades e conhecimento técnico seguros, evitando riscos desnecessários, por exemplo. Errar em qualquer uma das dicas acima citadas pode ser decisivo para uma organização, seja ela de pequeno, médio ou grande porte. Por isso, o investimento em treinamentos se torna, automaticamente, investimentos na própria empresa, que passa a funcionar de modo mais eficiente a cada dia.
Supervisor de Rigging
Aprenda a gestão direta de operações de içamento, movimentação e transporte de cargas, com foco em fiscalização de pessoas, equipamentos, aspectos técnicos e de segurança.
NR11 – Segurança nas Operações de Içamento
Aprenda a elaborar e interpretar corretamente o Plano de Rigging, supervisionar as operações e manter o controle das atividades de içamento.
Sinais Manuais
Aprenda a linguagem universal entre o sinaleiro (profissional que orienta a operação) e o operador de equipamentos de elevação (como guindastes e pontes rolantes). Padronizados pela norma ABNT NBR 11436, eles garantem a segurança e evitam acidentes quando a comunicação verbal não é possível.
Introdução ao uso de Cintas
Aprenda a elaborar e interpretar corretamente o Plano de Rigging, supervisionar as operações e manter o controle das atividades de içamento.